Tudoem Mogi das Cruzes
Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes Tudoem Mogi das Cruzes

Close
Fechar
Conheça as outras cidades onde o Tudoem esta presente
Tudoem Mogi das Cruzes

Projeto Mamas do Amor

Fonte:Prefeitura Municipal de Mogi das Cruzes
Tudoem Mogi das Cruzes
Tudoem Mogi das Cruzes

Próteses do projeto Mamas do Amor começam a ser confeccionadas na cidade

A idealizadora do projeto Mamas do Amor, Fernanda Chahin Bali de Aguiar, esteve em Mogi na tarde desta sexta-feira (19/10), para a capacitação e início da confecção de mamas de alpiste na cidade. Ela foi recepcionada pela presidente do Fundo Social de Solidariedade, Karin Melo, e por voluntárias do programa Família Solidária, que ficarão responsáveis pela produção das mamas na cidade.

Fernanda fez uma apresentação do projeto e falou sobre sua história de vida e luta contra o câncer. Na sequência, ensinou as voluntárias o passo a passo da produção das mamas, que são confeccionadas a base de alpiste e meias ¾. Só hoje, já foram feitas cerca de 50 mamas, de diferentes tamanhos, que já estão disponíveis para doação.

O projeto é voltado para mulheres que batalharam contra o câncer de mama, precisaram se submeter à cirurgia de mastectomia (remoção da mama) e não puderam ou quiseram fazer cirurgia de reconstrução. As mamas de alpiste funcionam como próteses externas e são confeccionadas do tamanho 40 ao 54.

“Boas ideias existem para servirem de exemplo e serem replicadas. É uma grande honra trazer esse projeto para Mogi e para o Alto Tietê, porque sabemos que há muitas mulheres na região que precisam e vão se interessar. Devo a concretização desse projeto mais uma vez às voluntárias do Família Solidária, que não medem esforços, participam e fazem as coisas acontecerem”, destacou a presidente do Fundo Social, Karin Melo.

Fernanda Chahin é vítima do câncer, direta e indiretamente, há quase 20 anos. Aos 32 anos, perdeu o marido para a leucemia, anos depois foi diagnosticada com câncer de tireoide e, alguns anos mais tarde, com câncer de mama. Submeteu-se à mastectomia e retirou as duas mamas. A cirurgia de reconstrução não foi bem-sucedida em razão de uma séria infecção, então, a partir disso, começou a desenvolver a técnica, utilizando alpiste e meias. Vendo que a ideia deu certo, lançou o projeto oficialmente em 6 de outubro de 2016. Desde então, a iniciativa só cresceu em número de apoiadores e doações. Nesses dois anos, já foram mais de 7 mil pares de mamas doados para todo o mundo.

As mamas duram 12 meses e requerem alguns cuidados específicos: devem ser guardadas em lugares frescos e arejados e não podem ser molhadas, mas usá-las no mar ou piscina é possível, desde que elas sejam revestidas por um preservativo. Outra orientação importante é que as mamas só podem começar a ser utilizadas pelas mulheres depois que o processo de cicatrização estiver 100% concluído.

O projeto funciona por meio de um site, em que as pacientes podem fazer o pedido da mama, conforme tamanho. Mas aqui na cidade, o Fundo Social de Solidariedade e o programa Família Solidária também ficarão responsáveis pela distribuição das mamas produzidas. A ideia é que elas sejam disponibilizadas de forma paralela às perucas do projeto Cabelegria, que também tem como fundamento o resgate da autoestima para pacientes com câncer. A princípio, as pessoas interessadas devem ligar para o Fundo Social, para obterem mais informações.

A ideia é que as voluntárias se reúnam de 15 em 15 dias, ou conforme a demanda, para confeccionarem mais mamas. Paralelamente, o Fundo Social já está iniciando uma campanha de sensibilização, para que a sociedade civil, empresas e parceiros doem alpiste e meias, que são os insumos básicos para a produção das próteses externas.

Fernanda também falou sobre a importância da prevenção. “Quero deixar uma mensagem para todas as mulheres, pedindo para que elas façam seus exames e acompanhamento anual. Isto é, mamografia e ultrassom. O câncer de mama, quando descoberto em estágio inicial, tem 95% de chance de cura e o tratamento é muito menos agressivo. Eu, por exemplo, não precisei fazer quimioterapia, nem radioterapia e estou curada”, pontuou, lembrando que quando a mulher identifica um nódulo a partir do autoexame, esse nódulo já vai estar em um estágio mais avançado, portanto o ideal é realizar os exames de rotina todos os anos.

Mais informações devem ser obtidas com o Fundo Social, pelo telefone 4798-5143. (Lívia de Sá)

Autor

Tudoem

Prefeitura de Mogi das Cruzes

secretaria de comunicação da prefeitura de Mogi das Cruzes

redator.ccc@pmmc.com.br

www.pmmc.com.br

Comentários

Voltar ao Topo